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	<title>Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade</title>
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	<description>O IETS pesquisa, prop&#245;e e promove estudos, solu&#231;&#245;es e discuss&#245;es sobre desafios e estrat&#233;gias de desenvolvimento justo e sustentado para o Rio de Janeiro e o Brasil.</description>
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		<title>Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade</title>
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		<title>60&#186; OsteRio</title>
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		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Por Julia Michaels As premissas b&#225;sicas da constru&#231;&#227;o de pol&#237;ticas p&#250;blicas para a cidade: liberalismo ou intervencionismo? (primeira noite)&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As premissas b&#225;sicas da constru&#231;&#227;o de pol&#237;ticas p&#250;blicas para a cidade: liberalismo ou intervencionismo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noite 1 - dia 30 de julho de 2012 com o embaixador e ex ministro da economia Marc&#237;lio Marques Moreira e Rodrigo Constantino, economista, articulista e blogueiro, mediados pela advogada e economista, Elena Landau, que liderou a privatiza&#231;&#227;o durante o governo FHC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje, para resolver os entraves de pol&#237;ticas p&#250;blicas, o governo brasileiro envereda pelo caminho das concess&#245;es -eufemismo, diz a oposi&#231;&#227;o, para aquilo que o governo FHC praticou nos anos 1990, com o intuito de agilizar setores at&#233; ent&#227;o engessados pelo poder p&#250;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At&#233; para tirar o governo do mercado, ele mesmo precisa agir. Mas quanto, como, onde e quando? S&#227;o quest&#245;es pouco debatidas no Brasil, onde a ideologia costuma dividir palanques com interesses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O economista e cientista pol&#237;tico Mauricio Blanco, pesquisador do IETS, lembrou na primeira das duas noites de debate sobre o assunto que essa divis&#227;o atualmente constitui um n&#243; na evolu&#231;&#227;o da democracia, de maneira geral. Recomendou a leitura do livro Demosclerosis: The Silent Killer of American Government [Demosclerose: o matador silencioso de governo americano], de Jonathan Rauch.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Interesses particulares aparte, os expoentes nesses dois debates explicitaram suas forma&#231;&#245;es e posi&#231;&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O embaixador Marc&#237;lio Marques Moreira contou um pouco da inusitada inf&#226;ncia e juventude, passados em Viena, Budapeste e Berna, al&#233;m do Rio de Janeiro-antes e durante a Segunda Guerra. Viu de perto na Europa a censura aos livros e a intoler&#226;ncia. &#034;Foi a semente da repulsa,&#034; disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para ele, um liberal possui uma cr&#237;tica metodol&#243;gica, &#233; um reformador (n&#227;o um conservador), &#233; contra o totalitarismo, e entende que o estado e o mercado se completam. Preza a dignidade da pessoa humana, &#233; contra solu&#231;&#245;es imediatistas, e acredita que a liberdade se baseia em responsabilidades. &#034;As leis s&#227;o para o bem comum!&#034; Marques Moreira lembrou, apontando os n&#250;meros casos de descontinuidade de pol&#237;ticas p&#250;blicas, quando as mesmas s&#227;o capturadas por interesses espec&#237;ficos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Rio de Janeiro conhece bem demais a descontinuidade; o pr&#243;prio embaixador presidiu uma tentativa de tratar a quest&#227;o das favelas cariocas nos anos 1960, com a cria&#231;&#227;o da Vila Kennedy e a Cidade de Deus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elena Landau lembrou que o saudoso diplomata, economista e pol&#237;tico Roberto Campos dizia que o liberalismo passou mais longe do Brasil do que Plut&#227;o da Terra. Na opini&#227;o dela, n&#227;o h&#225; nada de neoliberalismo no Brasil. &#201; que o Brasil &#233; extremamente coletivista, nunca responsabilizando o indiv&#237;duo pelos seus atos, preferindo culpar a sociedade como um todo. &#034;As falhas de mercado costumam ser agravadas pelas falhas do governo,&#034; disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto o neoliberalismo padece de mal entendidos, o embaixador sugeriu que o debate ideol&#243;gico esteja marcado por outras falhas humanas. Lembrou ele que, conforme dizia Max Weber, o capitalismo costuma ser confundido com gan&#226;ncia, e que devia-se ensinar aos cidad&#227;os no kindergarten da hist&#243;ria cultural que &#233; melhor abandonar esse ideia simplista do capitalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Landau criticou o modelo brasileiro que torna um senador do nordeste mais poderoso do que seu par do rico sul, e que requer alinhamento entre os tr&#234;s n&#237;veis de governo, para que se possa criar e implementar as pol&#237;ticas p&#250;blicas. &#034;&#201; dif&#237;cil o Cabral brigar com a Presid&#234;ncia,&#034; ela disse. &#034;Precisa de um bom governo, n&#227;o de um governo alinhado.&#034; &lt;br class='autobr' /&gt;
Ela conhece bem os meandros da pol&#237;tica brasileira, tendo sido fundadora do PT, para depois se filiar ao PSDB, t&#227;o bem impressionada que ficou com M&#225;rio Covas. Hoje n&#227;o est&#225; filiada a partido nenhum, mas sugere que os cidad&#227;os comecem a fazer a&#231;&#245;es populares contra diversas pol&#237;ticas, tais como a religi&#227;o nas escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rodrigo Constantino trouxe o debate para o n&#237;vel pr&#225;tico, com exemplos de pol&#237;ticas p&#250;blicas calcadas no liberalismo. Mencionou a necessidade para t&#237;tulos de terra nas favelas com UPP, seguindo a teoria do peruano Hernando de Soto. Falou dos vouchers para a educa&#231;&#227;o, propostos pelo economista Milton Friedman; e da necessidade de passar para o setor privado as tarefas de desenvolver o turismo no Rio, especialmente no caso dos aeroportos. Na &#225;rea do SUS, ele prop&#244;s uma reformula&#231;&#227;o. &#034;O liberal &#233; totalmente contra a tutela,&#034; proclamou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na hora de perguntas e coment&#225;rios, a candidata a prefeito Asp&#225;sia Camargo prop&#244;s o tombamento do embaixador Marques Moreira (!), e lembrou que a economia carioca tem longa hist&#243;ria de tutelagem. &#034;Qual &#233; a economia poss&#237;vel nessa cidade?&#034; perguntou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela notou que, na maioria das vezes, o petr&#243;leo leva ao autoritarismo, e que assim pode ser perigoso para o Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elena Landau comentou que caira &#034;por acaso&#034; na privatiza&#231;&#227;o, tendo que aturar compara&#231;&#245;es com a Margaret Thatcher (al&#233;m de ser tachada por machistas de &#034;musa da privatiza&#231;&#227;o&#034;). Sobre a mesma, Marques Moreira lembrou de um coment&#225;rio da ex primeira ministra conservadora sobre o consenso: &#034;Consenso &#233; a falta de comando&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante o debate, Elena Landau mencionou o fil&#243;sofo ingl&#234;s Michael Oakeshott, autor do livro The Politics of Faith and the Politics of Scepticism [A pol&#237;tica da f&#233; e a pol&#237;tica do ceticismo]. Nele, o autor diz que a pol&#237;tica da f&#233; surge da f&#233; fundamental na capacidade humana para perceber e fomentar o bem universal, ocupando-se de promover pol&#237;ticas para tal. A pol&#237;tica do ceticismo surge do ceticismo sobre essa capacidade, e se ocupa de promover pol&#237;ticas que protegem os cidad&#227;os de acontecimentos negativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Qual seria a pol&#237;tica do Brasil? Ser&#225; que faz diferen&#231;a, uma vez que o pendulo das pol&#237;ticas publicas tende a balan&#231;ar constantemente, do mercado para o estado e de volta para o mercado?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Semin&#225;rio Rio al&#233;m do petr&#243;leo: Rio de Janeiro plataforma log&#237;stica de excel&#234;ncia</title>
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		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Julio Bueno, Jo&#227;o Carlos de Luca, Paulo Fleury, Andr&#233; Urani e Mauricio Blanco debatem o tema em semin&#225;rio da s&#233;rie Rio al&#233;m do petr&#243;leo, no dia 9 de dezembro. Confira a programa&#231;&#227;o e inscreva-se online.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;9 de dezembro de 2009 | Audit&#243;rio da Fecom&#233;rcio&lt;br class='autobr' /&gt;
Rua Marqu&#234;s de Abrantes, 99 - Flamengo - Rio de Janeiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O evento &#233; gratuito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Programa&#231;&#227;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9h30 Abertura&lt;br class='autobr' /&gt;
Orlando Diniz, Fecom&#233;rcio&lt;br class='autobr' /&gt;
Julio Bueno, Secret&#225;rio de Estado de Desenvolvimento Econ&#244;mico, Energia, Ind&#250;stria e Servi&#231;os&lt;br class='autobr' /&gt;
Jo&#227;o Carlos De Lucca, IBP&lt;br class='autobr' /&gt;
Andr&#233; Urani, Iets&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9h50 Contexto do Rio al&#233;m do petr&#243;leo&lt;br class='autobr' /&gt;
Andr&#233; Urani, Iets&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10h10 Rio de Janeiro plataforma de log&#237;stica de excel&#234;ncia&lt;br class='autobr' /&gt;
Paulo Fleury, Ilos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10h30 Governan&#231;a: Arquitetura institucional para transformar o Rio de Janeiro em plataforma de log&#237;stica de excel&#234;ncia&lt;br class='autobr' /&gt;
Mauricio Blanco Coss&#237;o, Iets&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10h45 Debate&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11h30 Considera&#231;&#245;es finais e encerramento&lt;br class='autobr' /&gt;
Julio Bueno, Secret&#225;rio de Estado de Desenvolvimento Econ&#244;mico, Energia, Ind&#250;stria e Servi&#231;os&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais informa&#231;&#245;es sobre este projeto em &lt;a href=&#034;http://www.rioalemdopetroleo.com.br&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.rioalemdopetroleo.com.br&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Semin&#225;rio do F&#243;rum de Microfinan&#231;as do Rio de Janeiro</title>
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		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;O F&#243;rum de Microfinan&#231;as do Rio de Janeiro e o IETS, com o apoio do SEBRAE/RJ, convidam para o Semin&#225;rio Conversa com os microempreendedores: identificando necessidades e oportunidades, a ser realizado em 26 de outubro. A inscri&#231;&#227;o &#233; gratuita. Saiba mais.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&#201; sabido que os microempreendedores t&#234;m pouco ou nenhum acesso aos que desenham as pol&#237;ticas que regem as microfinan&#231;as, fazendo com que a pr&#225;tica delas se tornem, por vezes, dif&#237;ceis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir desse fato, o F&#243;rum de Microfinan&#231;as do Rio de Janeiro e o IETS, com o apoio do SEBRAE/RJ, convidam voc&#234; para participar do Semin&#225;rio: &#034;Conversa com os microempreendedores: identificando necessidades e oportunidades&#034; a ser realizado no dia 26 de Outubro de 2007.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma mesa de di&#225;logo com microempreendendores do Rio de Janeiro ser&#225; a din&#226;mica do encontro a ser realizado no SEBRAE/RJ.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inscri&#231;&#245;es e Informa&#231;&#245;es: iets@iets.org.br ou pelo telefone (21) 3235-6315.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Data: 26 de Outubro de 2007, sexta feira.&lt;br class='autobr' /&gt;
Hor&#225;rio: 9:00 &#224;s 13:00hs.&lt;br class='autobr' /&gt;
Local: SEBRAE/RJ,Rua Santa Luzia, 685 - Centro / Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vagas limitadas. Inscri&#231;&#227;o Gratuita.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>58&#186; Osterio </title>
		<link>http://iets.org.br/spip.php?article460</link>
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		<dc:date>2016-05-04T21:23:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Por Julia Michaels Os principais resultados do Plano Estrat&#233;gico do Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Com Pedro Paulo Teixeira, Secret&#225;rio-Chefe da Casa Civil da prefeitura do Rio de Janeiro e Jos&#233; Marcelo Zacchi, colaborador e pesquisador do IETS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Temos um n&#250;cleo qualificado, mas n&#227;o temos gest&#227;o metropolitana, e n&#227;o temos um rebatimento dessa qualifica&#231;&#227;o na gest&#227;o local, decentralizada, de bairro. Isso &#233; um problema. Avan&#231;amos setorialmente [...] Criamos mecanismos de planejamento, de transpar&#234;ncia, de acompanhamento, de presta&#231;&#227;o de contas, mas temos muito que avan&#231;ar em participa&#231;&#227;o e participa&#231;&#227;o descentralizada na ponta nesses processos. Avan&#231;amos com essa vis&#227;o com o plano estrat&#233;gico. Mas temos ainda dificuldade de rebater isso no territ&#243;rio. Por ultimo, e n&#227;o menos importante, a pauta da desigualdade [...] quando a gente avan&#231;ar e rebate no territ&#243;rio, certamente isso vir&#225; para o primeiro plano, veremos quais padr&#245;es de assimetria que temos na cidade, e como super&#225;-las.&lt;br class='autobr' /&gt;
Jos&#233; Marcelo Zacchi&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O avan&#231;o que o Plano Estrat&#233;gico representa para a cidade do Rio de Janeiro deixa mais claro os problemas que ainda enfrentamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cidade possui um Plano Diretor, elaborado pela C&#226;mara Municipal. Mesmo assim, a prefeitura achou importante tra&#231;ar seus pr&#243;prios Planos - um no come&#231;o do mandato, e outro agora, oito meses antes do fim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O exerc&#237;cio at&#233; facilita o debate eleitoral. Pode-se fazer avalia&#231;&#245;es, tanto em termos do acerto de prioridades quanto em termos de cumprimento de metas. No debate do OsteRio, houve grande admira&#231;&#227;o pelo que a prefeitura j&#225; conseguiu fazer, e cr&#237;ticas sobre o m&#233;todo pouco democr&#225;tico pelo qual os Planos foram elaborados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Secret&#225;rio -Chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Teixeira, explicou na apresenta&#231;&#227;o dele que um Plano Estrat&#233;gico da prefeitura n&#227;o &#233; meramente uma refer&#234;ncia, mas &#233; concebido para ser utilizado em conjunto com ferramentas de gest&#227;o, com metas- &#233; para o dia a dia. A Casa Civil coordena o plano, a diferen&#231;a de outras casas civis, para planejar, modernizar a gest&#227;o, buscar as melhores pr&#225;ticas, fazer incuba&#231;&#227;o de projetos, e combinar parcerias com o setor privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Hoje em dia, projetamos o PIB da cidade em quase R$ 200 bilh&#245;es,&#034; disse ele. &#034;A cidade tem investimento pr&#243;prio, j&#225; contratado, no valor de R$ 10 bilh&#245;es. Contando com a iniciativa privada, no &#226;mbito de cinco parcerias p&#250;blicas privadas -lixo, no aterro sanit&#225;rio de Serop&#233;dica, o Parque Ol&#237;mpico, o Porto, a Transol&#237;mpica, e saneamento na zona Oeste&#8212; o Rio de Janeiro tem hoje mais R$10 bilh&#245;es investidos.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a soma dos dois, de R$20 bilh&#245;es, a cidade hoje tem investimentos totalizando 10% do PIB dela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com o secret&#225;rio, em tr&#234;s anos e meio atingiu-se 80% das 46 metas de 36 iniciativas estrat&#233;gicas do Plano de 2009, lan&#231;ado apenas oito meses depois da posse do prefeito. Existe um painel de controle de cada um desses 36 projetos, e h&#225; mecanismos permanentes de acompanhamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toda segunda-feira &#224;s sete horas, os secret&#225;rios se reunem com o prefeito, para acompanhar o plano. De tr&#234;s em tr&#234;s meses acontece uma reuni&#227;o de gerenciamento, durante um s&#225;bado inteiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a concretiza&#231;&#227;o dos elementos no plano, foi necess&#225;rio criar uma cultura nos cem mil servidores p&#250;blicos, de que &#034;esse documento &#233; o documento m&#227;e&#034;, lembrou Teixeira. Para tanto, a prefeitura lan&#231;ou m&#227;o de um sistema de meritocracia, utilizando bonifica&#231;&#245;es de at&#233; dois sal&#225;rios, pagos no meio do ano. Dos cem mil, 83 mil podem ganhar essas bonifica&#231;&#245;es; a Comlurb est&#225; fora, mas logo ser&#225; contemplada tamb&#233;m.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2012, decidiu-se por uma revis&#227;o do plano de 2009, desta vez com maior participa&#231;&#227;o. Formou-se um Conselho Estrat&#233;gico, com 200 participantes, &#034;pessoas com conhecimentos espec&#237;ficos e hist&#243;ria de realiza&#231;&#227;o na cidade&#034;, conforme o secret&#225;rio explicou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A McKinsey trabalhou nos dois planos. Houve reuni&#245;es, entrevistas, e uma pesquisa de opini&#227;o do IBOPE. Levou-se em conta experi&#234;ncias em Londres, Dubai, e de outras cidades. Houve uma pesquisa or&#231;ament&#225;ria. O novo plano conta com 56 metas e 58 iniciativas estrat&#233;gicas. O custo &#233; de R$ 30 bilh&#245;es, dos quais 30% vir&#227;o de fontes externas tais como o governo federal, as PPPs, e concess&#245;es ao setor privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do total, 70% dos investimentos est&#227;o concentrados nas zonas Norte e Oeste, seguindo um padr&#227;o j&#225; estabelecido pelo primeiro plano. Os investimentos incluem infraestrutura, transporte e habita&#231;&#227;o, entre outros. O plano tamb&#233;m d&#225; continuidade &#224; &#234;nfase em sa&#250;de da fam&#237;lia. De acordo com o Secret&#225;rio, ao in&#237;cio da posse do prefeito Eduardo Paes, existia uma cobertura de apenas 3,5% das fam&#237;lias -ou seja, 200 mil pessoas&#8212; em termos de aten&#231;&#227;o prim&#225;ria. Hoje esse n&#250;mero &#233; dois milh&#245;es, chegando a 35% do total de fam&#237;lias em 2012.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo plano estabelece uma meta de 70% de cobertura de sa&#250;de prim&#225;ria at&#233; 2016. A meta &#233; um meio termo, pois 50% da popula&#231;&#227;o tem plano de sa&#250;de, mas uma parte -talvez 20%&#8212; desse grupo possui planos &#034;prec&#225;rios&#034; conforme disse o Secret&#225;rio, sendo que a prefeitura pretende ent&#227;o oferecer sa&#250;de p&#250;blica para quem est&#225; nessa situa&#231;&#227;o.&lt;br class='autobr' /&gt;
Hoje o Rio de Janeiro possui a maior concess&#227;o de saneamento do pa&#237;s, para cuidar da zona Oeste. Metade da cidade, ou um ter&#231;o da popula&#231;&#227;o &#8212; 1,8 milh&#227;o de pessoas&#8212; tem uma taxa de saneamento de 4%. O contrato com o grupo &#193;guas do Brasil e a Foz do Brasil prev&#234; uma taxa de saneamento nessa regi&#227;o de 40% at&#233; 2016, por&#233;m o plano vai mais longe, prevendo cobertura de 50%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na &#225;rea de educa&#231;&#227;o, uma das metas mais importantes, entre um total de cinco, &#233; o ensino integral, de sete horas por dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre as metas urban&#237;sticas existe o objetivo de desenvolver, atrav&#233;s de uma concess&#227;o, a Cidade Nova, seguindo o padr&#227;o do que est&#225; sendo feito na regi&#227;o do porto. Tamb&#233;m, com a resolu&#231;&#227;o da quest&#227;o do lix&#227;o do Gramacho, agora parte-se para a meta de coleta seletiva de 25% dos recicl&#225;veis at&#233; 2016 com um m&#237;nimo de separa&#231;&#227;o, o que representa 40% de todo o lixo. Na &#225;rea do transporte, existe a conclus&#227;o das &#034;Trans&#034;, os corredores BRT. Hoje, 16% das pessoas buscam transporte p&#250;blico ; a meta agora &#233; de crescer at&#233; 2016 para 60%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Isso &#233; uma revolu&#231;&#227;o,&#034; disse Teixiera. &#034;S&#227;o quase 155 quil&#244;metros de BRTs. Muda tamb&#233;m a log&#237;stica das empresas, muda o mercado imobili&#225;rio.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao comentar a apresenta&#231;&#227;o do Secret&#225;rio, Jos&#233; Marcelo Zacchi lembrou que a mera exist&#234;ncia do Plano j&#225; &#233; um fato para se comemorar. Representa, diz ele, a &#034;recupera&#231;&#227;o da capacidade de a&#231;&#227;o da prefeitura&#034;, pois os grandes desafios que se apresentavam no come&#231;o do mandato do prefeito Eduardo Paes demandavam muita reflex&#227;o e planejamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zacchi tamb&#233;m comentou que, com mais de 20% de seus moradores em favelas, o Rio de Janeiro come&#231;a a contar com um trip&#233; virtuoso de seguran&#231;a, investimento em urbaniza&#231;&#227;o e expans&#227;o de servi&#231;os p&#250;blicos, e que talvez esse trip&#233; n&#227;o esteja muito expl&#237;cito no Plano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele tamb&#233;m mencionou as quest&#245;es do dinamismo econ&#244;mico das &#225;reas que est&#227;o sendo integradas &#224; cidade formal; o papel da juventude na agenda da cidade, e a sustentabilidade dos compromissos sociais com toda a cidade. O Rio expande em dire&#231;&#227;o ao Oeste, mas ainda h&#225; muito por fazer no Centro e na zona Norte. Como conter essa expans&#227;o? Pol&#237;ticas de territ&#243;rio n&#227;o est&#227;o evidentes no Plano, ele disse. O Plano inclui focos no Porto, na Cidade Nova, na &#225;rea da avenida Brasil, e na Transbrasil, em termos de incentivos &#224; moradia e reocupa&#231;&#227;o econ&#244;mica, mas n&#227;o explicita prioridade e metas nesse sentido, Zacchi comentou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Plano trata, ele acrescentou, das voca&#231;&#245;es da cidade para 2030 basicamente do mesmo jeito que elas j&#225; existem hoje. H&#225; men&#231;&#245;es de voca&#231;&#227;o para o turismo e para a economia criativa, mas essas voca&#231;&#245;es n&#227;o permeiam o plano, faltando-lhes maior explicita&#231;&#227;o. Economia criativa &#233; mais do que cultura, ele lembrou, e deve incluir tamb&#233;m a tecnologia. A voca&#231;&#227;o na &#225;rea de petr&#243;leo e g&#225;s est&#225; muito mais sedimentada do que as outras no Plano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O plano tamb&#233;m n&#227;o trata de quest&#245;es de sustentabilidade ambiental de forma org&#226;nica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para iniciar o debate geral, Manuel Thedim comentou que o Plano n&#227;o trata da governan&#231;a, em termos da regi&#227;o metropolitana e da baia de Guanabara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diz o Secret&#225;rio que a pol&#237;tica social n&#227;o faz diferen&#231;a entre o morro e o asfalto. Pensa-se um novo modelo de educa&#231;&#227;o infantil para toda a cidade. A sa&#250;de da fam&#237;lia tem tido mais investimento na Zona Oeste, mais necessitada; as 150 Escolas do Amanh&#227; pensam isso, o cart&#227;o Fam&#237;lia Carioca j&#225; chega a 100 mil fam&#237;lias, ou 530 mil pessoas, e j&#225; se v&#234; uma melhora nas notas dos filhos nessas fam&#237;lias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A quest&#227;o da regi&#227;o metropolitana, ele lembrou, &#233; primordial. Nossa regi&#227;o metropolitana &#233; a maior do pa&#237;s; talvez seja preciso a lideran&#231;a do governo do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;David Zylberstajn comentou que no Jap&#227;o que ele viu um planejamento de cem anos, e que isso faz sentido mesmo. Ele fez parte do Conselho, e ficou espantado pela qualidade das pessoas. A prefeitura tem a credibilidade necess&#225;ria para incentivar a participa&#231;&#227;o, o que n&#227;o teria sido o caso na administra&#231;&#227;o anterior. No Conselho, n&#227;o se falou or&#231;amento, nem houve promessas de que tudo que o Conselho decidisse seria feito. A prefeitura tem a palavra final. Zylberstajn tamb&#233;m faz parte do conselho do Rio Como Vamos, e se diz surpreendido pelo fato do prefeito atual n&#227;o apenas ter assinado um compromisso de indicadores no qual a ONG pediu a assinatura de todos os candidatos em 2008; mas que ele &#034;pega os indicadores e cobra aos secret&#225;rios&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jos&#233; Luis Alqueres, que faz parte de tr&#234;s conselhos que visam a cidade do Rio de Janeiro, lembrou que a limpeza das finan&#231;as da cidade foi fundamental, al&#233;m do planejamento e gest&#227;o que se v&#234; hoje no Rio. A territorializa&#231;&#227;o ainda &#233; um discurso, ele acrescentou, de cima de baixo, em vez de ser de baixo para cima-do bairro para cima. Lembrou da duplica&#231;&#227;o da avenida Niemeyer, da conex&#227;o da rua Humberto de Campos com a rua Redentor, e da pra&#231;as Nossa Senhora da Paz e General Os&#243;rio como exemplos de interven&#231;&#245;es onde os moradores n&#227;o est&#227;o sendo ouvidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jos&#233; Arnaldo Rossi fez sugest&#227;o de radicalizar na integra&#231;&#227;o do territ&#243;rio, de construir uma representa&#231;&#227;o de territ&#243;rio de baixo para cima, e de incluir a distribui&#231;&#227;o de renda no plano, pois a desigualdade &#233; um desafio &#243;bvio. Tamb&#233;m sugeriu o abandono da quest&#227;o de sustentabilidade (&#034;que n&#227;o quer dizer nada!&#034;), para pensar consumo e reciclagem como se a cidade fosse o corpo humano, conforme os japoneses est&#227;o fazendo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Magalh&#227;es perguntou como se pensa governan&#231;a numa cidade onde existem interesses em conflito. &#034;Quero saber da democracia desse plano. Quais s&#227;o os mecanismos efetivos de participa&#231;&#227;o popular, passiveis de transformar esse plano efetivo num plano p&#250;blico, coletivo, com respaldo popular e grande legitimidade?&#034; ele tamb&#233;m perguntou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tereza Lobo, presidente do Rio Como Vamos, comentou que a mortalidade infantil &#233; diferente em Copacabana e Bangu porque os servi&#231;os s&#227;o diferentes. Queria tamb&#233;m saber quando as pol&#237;ticas de governo ir&#227;o de tornar pol&#237;ticas de estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;V&#225;rios participantes falaram do saneamento. &#034;H&#225; valas negras perto das cinquenta escolas onde eu trabalho,&#034; disse Yvone Bezerra de Mello. &#034;N&#227;o vejo movimento.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aos que perguntaram sobre a participa&#231;&#227;o popular no Plano, Teixeira respondeu dizendo que n&#227;o &#233; sempre f&#225;cil espacializar os indicadores e os investimentos, e que a ONG Rio Como Vamos cobrou muito isso, na elabora&#231;&#227;o do plano. Faltam dados [na semana seguinte ao debate, anunciou-se a inten&#231;&#227;o de fazer do Instituto Pereira Passos uma esp&#233;cie de IBGE municipal]. Ele espera ter mais participa&#231;&#227;o das comunidades em revis&#245;es do plano no futuro. Levantou a possibilidade de, ao pensar nas voca&#231;&#245;es da cidade, fomentar a recupera&#231;&#227;o de ind&#250;strias tradicionais, como a farmac&#234;utica, em Jacarepagu&#225;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Teixeira lembrou que nos &#250;ltimos cinco anos, o Rio de Janeiro cresceu &#034;tudo o que n&#227;o cresceu nos &#250;ltimos trinta anos&#034;. Reconheceu a dificuldade de construir legitimidade pela representa&#231;&#227;o. Comentou que a central de atendimento 1746 est&#225; come&#231;ando a trazer dados para a prefeitura, e que ela pode ser uma ferramenta de comunica&#231;&#227;o de duas m&#227;os. Pela central, a prefeitura ficou sabendo de um surto de constru&#231;&#227;o civil na zona Norte, pois os pedidos de remo&#231;&#227;o de entulho cresceram muito. Tamb&#233;m, em fun&#231;&#227;o dos pedidos para limpeza urbana em Bangu e Campo Grande, a Comlurb comprou mais equipamentos. &#034;S&#227;o tr&#234;s milhoes de pessoas falando com a cidade,&#034; comemorou o Secret&#225;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O programa OsteRio - sempre &#224;s segundas-feiras - &#233; uma iniciativa do IETS, da Osteria Dell' Angolo e da Ligth&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>O Rio tem futuro!?</title>
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		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;A Macroplan e o Iets t&#234;m o prazer de convid&#225;-lo(a) para a apresenta&#231;&#227;o do relat&#243;rio preliminar dos resultados da pesquisa &#034;O Rio tem futuro!?&#034;. O evento ser&#225; realizado na 5a feira, dia 14 de dezembro, &#224;s 10h, no Centro de Conven&#231;&#245;es do Business Club One. Leia mais...&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;div class='spip_document_231 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_center spip_document_center'&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;img src='http://iets.org.br/local/cache-vignettes/L500xH375/o_rio_tem_futuro_1-71dc6.png?1789454682' width='500' height='375' alt='' /&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Mais informa&#231;&#245;es: &lt;a href=&#034;http://www.oriotemfuturo.com.br/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.oriotemfuturo.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Qualidade da educa&#231;&#227;o: uma aposta na pol&#237;tica de resultados</title>
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		<description>&lt;p&gt;Em semin&#225;rio no Iets, Maria Helena Guimar&#227;es de Castro fala sobre a experi&#234;ncia do Estado de S&#227;o Paulo na ado&#231;&#227;o de b&#244;nus por desempenho e promo&#231;&#227;o por m&#233;rito.&lt;/p&gt;

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Em semin&#225;rio no Iets, Maria Helena Guimar&#227;es de Castro fala sobre a experi&#234;ncia do Estado de S&#227;o Paulo na ado&#231;&#227;o de b&#244;nus por desempenho e promo&#231;&#227;o por m&#233;rito&lt;br class='autobr' /&gt;
Rosa Lima&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o Estado do Rio amargando notas baix&#237;ssimas no &#205;ndice de Desenvolvimento da Educa&#231;&#227;o B&#225;sica (Ideb) e o Brasil avan&#231;ando muito lentamente no ranking do Programa Internacional de Avalia&#231;&#227;o de Alunos (Pisa), o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) convidou a soci&#243;loga Maria Helena Guimar&#227;es de Castro para falar sobre a experi&#234;ncia de S&#227;o Paulo na ado&#231;&#227;o de sua pol&#237;tica de incentivos e bonifica&#231;&#227;o por resultados nas escolas p&#250;blicas estaduais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Institu&#237;dos a partir de 2007, os incentivos - que comp&#245;em um plano mais amplo visando melhorar a qualidade da educa&#231;&#227;o - foram em grande medida respons&#225;veis pela boa coloca&#231;&#227;o do estado no Ideb. Em 2009, S&#227;o Paulo ficou em primeiro lugar no pa&#237;s, no segmento de 5&#170; a 8&#170; s&#233;ries do Ensino Fundamental; em segundo, no primeiro segmento (1&#170; a 4&#170; s&#233;ries) e, em terceiro, no Ensino M&#233;dio. Feito conseguido apesar da enorme resist&#234;ncia sofrida por parte dos sindicatos do setor, respons&#225;veis pelas longas e desgastantes paralisa&#231;&#245;es recentes dos professores paulistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maria Helena Castro, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, e secret&#225;ria de Educa&#231;&#227;o do Estado de S&#227;o Paulo tamb&#233;m em dois per&#237;odos - de 2002 a 2003 e de 2007 a 2009, esteve no Iets no &#250;ltimo dia 2 de dezembro para um semin&#225;rio sobre o tema, piloto de uma s&#233;rie a ser realizada no instituto, no pr&#243;ximo ano, sobre experi&#234;ncias exitosas em pol&#237;ticas p&#250;blicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No encontro, que reuniu pesquisadores do Iets e especialistas da &#225;rea, como Simon Schwartzman, Andr&#233; Urani, Maur&#237;cio Blanco, S&#244;nia Rocha, Daniel Santos, Samuel Pessoa e Silvana Gontijo, dentre outros, a ex-secret&#225;ria falou da pol&#237;tica educacional implantada em S&#227;o Paulo na gest&#227;o do governador Jos&#233; Serra, que al&#233;m do bom desempenho no Ideb tamb&#233;m teve outro resultado concreto: uma melhora consider&#225;vel nos resultados do Saresp, o Sistema de Avalia&#231;&#227;o do Rendimento Escolar do Estado de S&#227;o Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Curr&#237;culo unificado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Para esse sucesso num espa&#231;o de tempo t&#227;o curto foi fundamental, antes de tudo, a ado&#231;&#227;o de um padr&#227;o curricular unificado, com material estruturado, que permite a cada escola saber exatamente o que deve ser trabalhado a cada semana. Isso foi a base de toda a pol&#237;tica da secretaria&#034;, contou Maria Helena Castro. &#034;N&#227;o d&#225; para cobrar metas de qualidade sem antes estabelecer o que os alunos devem saber e sem oferecer uma metodologia clara de ensino aos professores&#034;, complementou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A implanta&#231;&#227;o do curr&#237;culo &#250;nico foi bem recebida na rede escolar e tamb&#233;m ganhou o reconhecimento dos Parceiros da Educa&#231;&#227;o, grupo de 66 empres&#225;rios que h&#225; 10 anos apoia escolas na periferia de S&#227;o Paulo, e de outros estados da federa&#231;&#227;o, que est&#227;o come&#231;ando a replicar a experi&#234;ncia. Para sua elabora&#231;&#227;o, a Secretaria de Estado de Educa&#231;&#227;o, em contato com a Funda&#231;&#227;o Vanzolini, da USP, contratou 90 consultores, com expertise nas diversas s&#233;ries e disciplinas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante dois meses - setembro e outubro de 2007 - eles organizaram todo o conte&#250;do a ser trabalhado e a sequ&#234;ncia de aulas, que redundaram num material bastante detalhado de apoio aos alunos, professores e gestores. Ali est&#227;o propostas atividades para todas as aulas, orienta&#231;&#227;o de estudo, materiais complementares, roteiros de experimentos, propostas de avalia&#231;&#227;o e projetos de recupera&#231;&#227;o paralela, dentre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Decidiu-se que o material seria organizado por bimestre, que o livro did&#225;tico n&#227;o seria eliminado para evitar conflitos com o MEC e as editoras, e que n&#243;s mesmos nos responsabilizar&#237;amos pela edi&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, criamos a fun&#231;&#227;o gratificada para coordenador pedag&#243;gico por disciplina, que abrange 12 mil professores, e 91 diretorias de ensino, com as quais estabelecemos uma linha direta de comunica&#231;&#227;o. Uma vez por m&#234;s eles vinham &#224; capital para encontros presenciais. Contamos ainda com a Rede do Saber, que interliga todas as escolas do estado por banda larga. Sem isso, teria sido imposs&#237;vel implantar o curr&#237;culo&#034;, contou a ex-secret&#225;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma vez unificado o curr&#237;culo, elaboraram-se os instrumentos de avalia&#231;&#227;o e as metas de qualidade (por fluxo e desempenho dos alunos no Saresp, numa metodologia semelhante &#224; do Ideb), o programa de b&#244;nus por resultados e o desenho da carreira do magist&#233;rio. Esse &#250;ltimo, implantado no in&#237;cio de 2010, j&#225; na gest&#227;o Paulo Renato de Souza, sucessor de Maria Helena Castro, inclui a nova forma de ingresso na carreira, a Escola de Forma&#231;&#227;o de Professores e o Programa de Valoriza&#231;&#227;o pelo M&#233;rito, respons&#225;vel pelos maiores embates entre o governo e os sindicatos da categoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com Maria Helena, a estrutura da educa&#231;&#227;o em S&#227;o Paulo &#233; extremamente complexa e dif&#237;cil de administrar. S&#227;o 5.300 escolas estaduais, de Ensino M&#233;dio e Fundamental, espalhadas por 650 munic&#237;pios, e um contingente de 230 mil professores, dos quais 80 mil s&#227;o tempor&#225;rios efetivos, com os mesmos direitos dos concursados, e mais 50 mil funcion&#225;rios na ativa - a maior m&#225;quina administrativa do Brasil!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os diretores de escola t&#234;m carreira pr&#243;pria. Depois de aprovado em concurso especifico, o diretor assume uma vaga em escola distante de sua moradia, l&#225; permanece por um per&#237;odo agora de um ano (nova portaria) e na pr&#243;xima remo&#231;&#227;o pode voltar para nova fun&#231;&#227;o em sua cidade de origem, assumindo como diretor ou vice ou mesmo como coordenador. Assim, a vaga de diretor efetivo numa dada escola &#233; liberada para um substituto. No entanto, como n&#227;o h&#225; concurso de diretor h&#225; quatro anos e muitos se aposentaram, faltam diretores efetivos no quadro, cujas vagas s&#227;o ocupadas pelo vice diretor ou mesmo um professor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Das 5.300 escolas, cerca de 2.500 n&#227;o t&#234;m diretor efetivo, s&#243; substituto. Al&#233;m de onerar muito o or&#231;amento, nos causa in&#250;meros problemas&#034;, contou Maria Helena. Problemas que, junto com uma pauta extensa, precisam ser negociados com cinco sindicatos ligados &#224; carreira do magist&#233;rio. &#034;&#201; uma carreira ultra corporativa. E muito organizada. S&#243; o sindicato dos professores disp&#245;e de uma verba mensal de R$ 5 milh&#245;es para comunica&#231;&#227;o e propaganda&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bonfica&#231;&#227;o por resultado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em que pese esse cen&#225;rio, o sistema de metas e bonifica&#231;&#227;o foi paulatinamente sendo assimilado. O b&#244;nus &#233; dado por escola e premia o trabalho coletivo - do vigia ao gestor, conforme o desempenho dos alunos. Cada escola tem sua meta anual estabelecida pela secretaria, de acordo com a evolu&#231;&#227;o dos estudantes no Idesp, o &#237;ndice de desenvolvimento da educa&#231;&#227;o paulista, que al&#233;m de fluxo e resultado considera tamb&#233;m a distribui&#231;&#227;o do desempenho. &#034;Isso embute a ideia de equidade e representa um avan&#231;o na metodologia&#034;, avalia Maria Helena.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A compara&#231;&#227;o &#233; referenciada na pr&#243;pria escola e n&#227;o entre as diferentes escolas da rede e pode significar um ganho de at&#233; 25% para os trabalhadores da Educa&#231;&#227;o do Estado a cada ano. A assiduidade &#233; condi&#231;&#227;o para receber o b&#244;nus: quem tiver mais do que as seis faltas abonadas por ano fica fora da premia&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este ano, o resultado da bonifica&#231;&#227;o - baseado na evolu&#231;&#227;o do Idesp 2008-2009 - ficou assim: dos 227,7 mil profissionais eleg&#237;veis, 210 mil ganharam b&#244;nus. Entre os 177 mil professores premiados, 63% ganharam mais de R$ 2.500; j&#225; dos 33 mil funcion&#225;rios que receberam a bonifica&#231;&#227;o, 77% foram contemplados com mais de R$ 1 mil cada. O b&#244;nus para diretores, supervisores e funcion&#225;rios &#233; dado pela m&#233;dia da escola, da diretoria ou da Secretaria. &#034;Teve uma diretora que ganhou R$ 15 mil de b&#244;nus e estava felic&#237;ssima. Me mandou uma carta dizendo que ia levar a filha e os netos pra Disney&#034;, contou Maria Helena.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perguntada sobre as escolas que tiveram melhor desempenho, ela respondeu que foram aquelas com as equipes mais est&#225;veis e coesas. &#034;Eram escolas cujos professores e gestores estavam h&#225; muito tempo l&#225;, tinham poucas faltas, eram claramente dedicados e comprometidos com a escola&#034;, revelou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Valoriza&#231;&#227;o por m&#233;rito&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro instrumento da pol&#237;tica de valoriza&#231;&#227;o do magist&#233;rio em S&#227;o Paulo, complementar ao b&#244;nus, &#233; o novo sistema de promo&#231;&#227;o por m&#233;rito. A ideia &#233; reconhecer o esfor&#231;o individual do professor no seu empenho por melhorar a qualidade do ensino. Para isso, s&#227;o considerados o tempo de perman&#234;ncia na mesma escola, a assiduidade, a titula&#231;&#227;o do docente e o resultado de uma prova, aplicada anualmente. Podem prestar o exame inicial os professores concursados que tiverem quatro anos no exerc&#237;cio do cargo, al&#233;m do per&#237;odo probat&#243;rio. Para concorrer &#224; promo&#231;&#227;o para a faixa seguinte, h&#225; um intervalo de tr&#234;s anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao todo, o sistema prev&#234; cinco faixas em cada uma das carreiras do magist&#233;rio - professor, diretor e supervisor, al&#233;m das evolu&#231;&#245;es por n&#237;veis j&#225; previstas na legisla&#231;&#227;o. Cada promo&#231;&#227;o significa um acr&#233;scimo de 25% em rela&#231;&#227;o ao sal&#225;rio inicial, incorporado n&#227;o apenas &#224; remunera&#231;&#227;o mensal, mas &#224; futura aposentadoria. Assim, um professor da Educa&#231;&#227;o B&#225;sica I (primeiro segmento do Fundamental), que inicia a carreira atualmente com um sal&#225;rio mensal de R$ 1.597, pode chegar ao final dela, 25 anos depois, recebendo, por conta do sistema de promo&#231;&#227;o por resultado e m&#233;rito, R$, 5.429, ou 240% do piso. Atualmente, o teto da carreira equivale a 73% do sal&#225;rio inicial, ou seja, R$ 2.760.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A perspectiva para um professor de Educa&#231;&#227;o B&#225;sica II (2&#186; segmento do Fundamental e Ensino M&#233;dio) &#233; ainda melhor no sistema de incentivos: aumento de 242% no final da carreira, contra os mesmos 73% atuais. Hoje o piso &#233; de R$ 1.834 e chega a R$ 3.181. No novo sistema, o teto passa a R$ 6.270. No caso de um diretor de escola, que hoje inicia a carreira com R$ 2.321 mensais e chega no m&#225;ximo a R$ 3.786, o novo sistema oferece a possibilidade de alcan&#231;ar o teto de R$ 7.147, ou 208% do sal&#225;rio inicial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2010, 44 mil e 500 professores foram promovidos para a Faixa 2 e ganharam um aumento de 25% no sal&#225;rio. As proje&#231;&#245;es da Secretaria de Educa&#231;&#227;o do Estado de S&#227;o Paulo indicam que em cinco anos, em 2014, poder&#225; haver 105 mil docentes na Faixa 2 e 43 mil na Faixa 3, estes ganhando 50% a mais, conjunto que representa dois ter&#231;os do total do atual quadro de magist&#233;rio. Em 25 anos, 75% de todos os professores, diretores e supervisores podem estar na Faixa 5.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;&#201; um sistema superinteligente e inovador do Paulo Renato, que oferece aos profissionais do magist&#233;rio em S&#227;o Paulo uma perspectiva excelente de promo&#231;&#227;o na carreira&#034;, avaliou Maria Helena.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&#233;m da valoriza&#231;&#227;o por m&#233;rito, o programa de mais qualidade na escola engloba ainda a cria&#231;&#227;o da Escola de Forma&#231;&#227;o de Professores; a mudan&#231;a no modelo de ingresso dos profissionais do magist&#233;rio, com um curso de forma&#231;&#227;o como parte do processo seletivo; a cria&#231;&#227;o de duas novas jornadas de trabalho para os professores - 40 horas (para incentivar a dedica&#231;&#227;o exclusiva) e 12 horas semanais (para atender aos docentes de Sociologia e Filosofia, por exemplo); abertura de Concurso P&#250;blico e cria&#231;&#227;o de 80 mil novos cargos efetivos; e regulamenta&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o funcional dos professores tempor&#225;rios (garantia de jornada para 88 mil tempor&#225;rios), dentre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo isso para fazer frente aos cr&#244;nicos problemas da &#225;rea, tais como: a baixa atratividade da carreira, a falta de est&#237;mulo para a forma&#231;&#227;o e o desempenho adequado das fun&#231;&#245;es, as altas taxas de absente&#237;smo, a baixa taxa de fixa&#231;&#227;o dos professores, especialmente nas escolas de periferia, e a pequena amplitude da estrutura salarial das carreiras do magist&#233;rio: antes da implanta&#231;&#227;o do novo sistema, 100% dos professores ganhavam entre um e dois sal&#225;rios iniciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ambiente hostil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais nem tudo s&#227;o flores. Al&#233;m de ter quebrado a isonomia salarial dos trabalhadores da Educa&#231;&#227;o paulista, o novo sistema s&#243; consegue promover de fato, a cada exame de mudan&#231;a de faixa, 20% do contingente, por conta de restri&#231;&#245;es or&#231;ament&#225;rias. No concurso de promo&#231;&#227;o de 2010, do total de 222 mil funcion&#225;rios ativos, 135 mil, espalhados pelas v&#225;rias fun&#231;&#245;es do magist&#233;rio, inscreveram-se na prova. Destes, 96 mil preenchiam os requisitos e prestaram o exame. Foram aprovados 81 mil, mas apenas 44 mil foram promovidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A grita foi geral e os cinco sindicatos da categoria se uniram contra o governo. &#034;Por conta disso, o secret&#225;rio Paulo Renato j&#225; enfrentou duas greves, a &#250;ltima delas bem dura, que prejudicou muito os alunos. A rede ficou arrebentada, as escolas ficaram muito desmotivadas. Temo que isso possa resultar numa queda de desempenho&#034;, afirmou Maria Helena Castro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo ela, falta uma maior articula&#231;&#227;o entre o governo, os sindicatos, as escolas e sociedade em geral. &#034;Houve escolas em que s&#243; foram promovidos um ou dois professores. Eles ficaram isolados, o ambiente ficou p&#233;ssimo e os gestores, com um problem&#227;o para administrar. Falta uma estrat&#233;gia de comunica&#231;&#227;o que d&#234; conta de resolver a tens&#227;o que se criou nas escolas&#034;. O governador eleito, Geraldo Alkmin, vai ter uma pauta e tanto pela frente.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Seguran&#231;a alimentar e nutricional: desafios e estrat&#233;gias</title>
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		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Semin&#225;rio nacional realizado pelo Sesc com apoio t&#233;cnico do Iets acontece em Bras&#237;lia, nos dias 8 e 9 de outubro de 2008. Veja a programa&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;div class='spip_document_230 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_center spip_document_center'&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt;
&lt;a href=&#034;http://portaldn.sesc.com.br/cadmesa.nsf/index.html&#034; class=&#034;spip_out spip_doc_lien&#034;&gt; &lt;img src='http://iets.org.br/local/cache-vignettes/L435xH290/seminario_seguranca_alimentar-7f53a.jpg?1789454682' width='435' height='290' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O ano de 2008 vem sendo marcado pela crise global dos alimentos. Temas como soberania e seguran&#231;a alimentar est&#227;o cada vez mais em pauta. Diante deste cen&#225;rio, o SESC, com o apoio do Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade (IETS), realizar&#225; o Semin&#225;rio Nacional BRASIL SESC &#034;Seguran&#231;a Alimentar e Nutricional: Desafios e Estrat&#233;gias&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O evento acontece nos dias 8 e 9 de outubro no Audit&#243;rio da Confedera&#231;&#227;o Nacional do Com&#233;rcio de Bens, Servi&#231;os e Turismo (CNC), em Bras&#237;lia. O objetivo &#233; promover uma reflex&#227;o sobre as v&#225;rias dimens&#245;es da seguran&#231;a alimentar e nutricional nos cen&#225;rios nacional e internacional. Para isso, o semin&#225;rio apresentar&#225; confer&#234;ncias e palestras. com especialistas da &#225;rea, que abordar&#227;o temas como o cen&#225;rio da pobreza e da fome, a inseguran&#231;a alimentar do contexto brasileiro, a expans&#227;o da oferta e a melhoria na distribui&#231;&#227;o de alimentos, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com essa iniciativa, o SESC pretende desenvolver o conhecimento t&#233;cnico, de gest&#227;o e do desenho de pol&#237;ticas p&#250;blicas, que venham a contribuir para a melhoria da seguran&#231;a alimentar e nutricional de milh&#245;es de brasileiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Programa&#231;&#227;o, inscri&#231;&#245;es e outras informa&#231;&#245;es em &lt;a href=&#034;http://portaldn.sesc.com.br/cadmesa.nsf/index.html&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://portaldn.sesc.com.br/cadmesa.nsf/index.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Semin&#225;rio Rio al&#233;m do petr&#243;leo: Conhecimento e desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro</title>
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		<dc:date>2016-05-04T21:08:51Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Evento contou com a participa&#231;&#227;o da Secret&#225;ria de Educa&#231;&#227;o Tereza Porto e do Secret&#225;rio de Desenvolvimento Econ&#244;mico Julio Bueno. Ou&#231;a o &#225;udio do semin&#225;rio.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Data: 12 de junho (quinta-feira)&lt;br class='autobr' /&gt;
Hor&#225;rio: 9h00 &#224;s 12h30&lt;br class='autobr' /&gt;
Local: Audit&#243;rio do IBP&lt;br class='autobr' /&gt;
Endere&#231;o: Av. Almirante Barroso, 52 - 21&#186; andar - Centro - Rio de Janeiro)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Programa final&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9h00 - ABERTURA&lt;br class='autobr' /&gt;
&#193;lvaro Teixeira (Secret&#225;rio Executivo, IBP)&lt;br class='autobr' /&gt;
Dulce Angela Proc&#243;pio de Carvalho (Subsecret&#225;ria de Com&#233;rcio e Servi&#231;os, Secretaria de Desenvolvimento Econ&#244;mico, Energia, Ind&#250;stria e Servi&#231;os do Estado do Rio de Janeiro)&lt;br class='autobr' /&gt;
Julio Bueno (Secret&#225;rio de Estado de Desenvolvimento Econ&#244;mico, Energia, Ind&#250;stria e Servi&#231;os, RJ)&lt;br class='autobr' /&gt;
Tereza Porto (Secret&#225;ria de Estado de Educa&#231;&#227;o, RJ)&lt;br class='autobr' /&gt;
Manuel Thedim (Diretor Executivo, IETS)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9h30 - CI&#202;NCIA E TECNOLOGIA PARA A SOCIEDADE: UM CASAMENTO DIF&#205;CIL&lt;br class='autobr' /&gt;
Simon Schwartzman (IETS)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9h45 - SITUA&#199;&#195;O DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NO CAMPO DA ECONOMIA DO CONHECIMENTO: ALGUMAS PISTAS&lt;br class='autobr' /&gt;
Andr&#233; Urani (IETS)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10h15 - COFFEE-BREAK&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10h30 - DEBATE&lt;br class='autobr' /&gt;
Moderador: George Vidor (O Globo)&lt;br class='autobr' /&gt;
CONHECIMENTO E GERA&#199;&#195;O DE RIQUEZA&lt;br class='autobr' /&gt;
Maur&#237;cio Guedes (Parque Tecnol&#243;gico do Rio-UFRJ) &lt;br class='autobr' /&gt;
COMO TRANSFORMAR CONHECIMENTO EM VALOR&lt;br class='autobr' /&gt;
Marcos Cavalcanti (CRIE/COPPE-UFRJ)&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Fome e pobreza, uma rela&#231;&#227;o complexa</title>
		<link>http://iets.org.br/spip.php?article454</link>
		<guid isPermaLink="true">http://iets.org.br/spip.php?article454</guid>
		<dc:date>2016-05-04T21:05:23Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Debate Semin&#225;rio no Iets evidencia as dificuldades de se medir a inseguran&#231;a alimentar da popula&#231;&#227;o e transformar dados em diagn&#243;stico e orienta&#231;&#227;o de pol&#237;ticas p&#250;blicas.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Semin&#225;rio no Iets evidencia as dificuldades de se medir a inseguran&#231;a alimentar da popula&#231;&#227;o e transformar dados em diagn&#243;stico e orienta&#231;&#227;o de pol&#237;ticas p&#250;blicas Rosa Lima, 16 de mar&#231;o de 2011&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quest&#227;o central dentro das preocupa&#231;&#245;es p&#250;blicas, a desnutri&#231;&#227;o j&#225; vem de longa data fazendo uso de pesquisas domiciliares como instrumento de diagn&#243;stico das condi&#231;&#245;es alimentares da popula&#231;&#227;o brasileira. Se, depois do Estudo Nacional da Despesa Familiar (Endef), as pesquisas at&#233; recentemente tinham como foco a despesa das fam&#237;lias com a compra de alimentos, a novidade hoje &#233; a introdu&#231;&#227;o de investiga&#231;&#227;o subjetiva sobre o tema. Trata-se de medir a seguran&#231;a alimentar do ponto de vista das fam&#237;lias atrav&#233;s de um conjunto de perguntas de car&#225;ter subjetivo, de forma a captar a percep&#231;&#227;o e o grau de satisfa&#231;&#227;o das pessoas quanto ao seu consumo alimentar. Como transformar isso em diagn&#243;stico e encaminhamento para a pol&#237;tica social, por&#233;m, ainda &#233; a grande quest&#227;o que se coloca para os estudiosos do tema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para discutir as diferentes abordagens do consumo alimentar nas pesquisas domiciliares, o Iets promoveu um semin&#225;rio e recebeu, na tarde de 23 de fevereiro &#250;ltimo, dois grandes especialistas para apresent&#225;-lo: o estat&#237;stico Maur&#237;cio Vasconcellos, considerado a &#034;mem&#243;ria viva&#034; das pesquisas de or&#231;amento familiar, professor da Escola Nacional de Ci&#234;ncias Estat&#237;sticas e um dos mais antigos pesquisadores em atividade na &#225;rea, e a nutr&#243;loga Rosana Salles-Costa, professora do Instituto de Nutri&#231;&#227;o Josu&#233; de Castro, da UFRJ, e uma das maiores conhecedoras da Escala Brasileira de Inseguran&#231;a Alimentar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num encontro de quase tr&#234;s horas, que reuniu pesquisadores do Iets, como S&#244;nia Rocha, Simon Schwartzman, Maur&#237;cio Blanco e Marcelo Pessoa, e tamb&#233;m do IBGE, como M&#225;rcia Quintslr, muitas quest&#245;es vieram &#224; tona, deixando claro que s&#227;o bastante complexas as rela&#231;&#245;es entre fome e pobreza. E que a coleta de dados relativos &#224; compra de alimentos, por si s&#243;, n&#227;o &#233; suficiente para delimitar linhas de pobreza e de indig&#234;ncia, n&#227;o produz estimativas acuradas do consumo de alimentos nem serve para balizar pol&#237;ticas nutricionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Renda x nutri&#231;&#227;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;&#201; dif&#237;cil se medir pobreza pela falta de capacidade das pessoas de comprarem alimentos. Associar renda com nutri&#231;&#227;o &#233; tratar de quest&#245;es muito distintas. Existe um problema que &#233; o da renda m&#237;nima para consumo de alimentos, e existe um outro problema, do campo da nutri&#231;&#227;o, que s&#227;o os desvios alimentares, por exemplo. S&#227;o &#225;reas, portanto, que requerem pol&#237;ticas distintas&#034;, disse o soci&#243;logo Simon Schwartzman.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi tamb&#233;m nessa linha que falou Maur&#237;cio Vasconcellos. Ele abriu sua exposi&#231;&#227;o falando da evolu&#231;&#227;o da nutri&#231;&#227;o como ci&#234;ncia, que teve in&#237;cio no s&#233;culo 19, com Rubner, e ganhou corpo com os estudos de seu disc&#237;pulo, Adwater, o primeiro a medir os nutrientes dos alimentos e comparar com os hoje chamados requerimentos nutricionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maur&#237;cio chamou aten&#231;&#227;o para um problema que se coloca de antem&#227;o para as pol&#237;ticas p&#250;blicas: enquanto a nutri&#231;&#227;o trabalha com base em inqu&#233;rito individual, a partir do registro do que uma pessoa consumiu como alimento num determinado per&#237;odo, o planejamento nutricional &#233; familiar. &#034;Isso de cara nos coloca uma limita&#231;&#227;o. N&#227;o existe forma de avalia&#231;&#227;o nutricional da fam&#237;lia&#034;, disse o estat&#237;stico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele fez um hist&#243;rico da evolu&#231;&#227;o das pesquisas sobre a situa&#231;&#227;o nutricional da popula&#231;&#227;o brasileira - que come&#231;ou ainda nos anos 60, na FGV, seguindo o modelo americano que nasce na sa&#250;de e busca o or&#231;amento para explicar a situa&#231;&#227;o nutricional, sofisticou-se com o Endef, nos anos 70, e com a Pesquisa Nacional de Sa&#250;de e Nutri&#231;&#227;o, em 1989, at&#233; a Pesquisa de Padr&#227;o de Vida, realizada em 97, pelo IBGE, que mostram o baixo peso caindo e o sobrepeso e os desvios alimentares aumentando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Essas pesquisas revelaram inicialmente uma melhora no estado nutricional da popula&#231;&#227;o e evidenciaram o processo de transi&#231;&#227;o nutricional, quando come&#231;amos a somar ao problema da subnutri&#231;&#227;o o sobrepeso e, o mais grave, o problema da desnutri&#231;&#227;o entre os obesos&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o estat&#237;stico, apesar da import&#226;ncia dos fatores econ&#244;micos, o planejamento nacional permitiu e at&#233; incentivou grandes transforma&#231;&#245;es no padr&#227;o alimentar da popula&#231;&#227;o, e ainda agravou os problemas nutricionais, pois n&#227;o eliminou a fome e introduziu a obesidade, com todas as suas consequ&#234;ncias para a sa&#250;de e para os custos do sistema p&#250;blico de sa&#250;de. &#034;A determina&#231;&#227;o de linhas absolutas de pobreza, com base no consumo observado, &#233; hoje um problema que busca uma solu&#231;&#227;o&#034;, disse Maur&#237;cio Vasconcellos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com ele concordou a economista S&#244;nia Rocha, que j&#225; em 1997 prop&#244;s abandonar as cestas b&#225;sicas de bens definidas de forma normativa para se delimitar linhas de pobreza e indig&#234;ncia. &#034;Cestas normativas podem at&#233; ser nutricionalmente adequadas, mas n&#227;o respeitam os padr&#245;es de consumo das fam&#237;lias. As escolhas n&#227;o s&#227;o &#243;timas&#034;, argumentou a pesquisadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Maur&#237;cio, o problema est&#225; em que na vis&#227;o econ&#244;mica, o consumo alimentar &#233; medido pela compra; enquanto na nutri&#231;&#227;o, o consumo &#233; medido pela ingest&#227;o. &#034;A l&#243;gica da compra &#233; uma, da nutri&#231;&#227;o &#233; outra. Porque as pessoas comem o que mata a fome, &#233; barato, pr&#225;tico ou d&#225; prazer, n&#227;o necessariamente o que nutre. Ent&#227;o, a grande pergunta &#233;: seria a compra de alimentos num determinado per&#237;odo uma boa proxy da ingest&#227;o? H&#225; ainda o problema da alimenta&#231;&#227;o fora de casa, que &#233; um padr&#227;o que est&#225; mudando drasticamente&#034;, ponderou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para M&#225;rcia Quintslr, respons&#225;vel pelas pesquisas domiciliares no IBGE (Pnad, PME, e POF, dentre outras), n&#227;o existe, por parte dos pesquisadores, nenhuma expectativa de que a l&#243;gica da compra de alimentos seja coincidente com a l&#243;gica da ingest&#227;o. &#034;Mas, na impossibilidade de investiga&#231;&#227;o da ingest&#227;o, esse m&#233;todo tem a vantagem de mostrar a evolu&#231;&#227;o no padr&#227;o de compra, em termos de comportamento. E traz indicativos interessantes do tipo de alimento que as fam&#237;lias est&#227;o comprando ao longo do tempo, como o aumento dos produtos industrializados, por exemplo&#034;, argumentou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela chamou aten&#231;&#227;o ainda para o fato de que h&#225; demandas e pol&#237;ticas sobre o tema em diversos &#243;rg&#227;os da administra&#231;&#227;o p&#250;blica federal. &#201; o caso da Coordena&#231;&#227;o Geral de Alimenta&#231;&#227;o e Nutri&#231;&#227;o, do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, que coordena pesquisas com recursos da Ag&#234;ncia Nacional de Vigil&#226;ncia Sanit&#225;ria (Anvisa). Outra investiga&#231;&#227;o &#233; o registro alimentar na Pesquisa de Or&#231;amento Familiar (POF) e a pesquisa de Antropometria. Tamb&#233;m o Minist&#233;rio do Desenvolvimento Social trata do tema a partir da Secretaria de Seguran&#231;a Alimentar. &#034;A demanda deles j&#225; foi a quest&#227;o da escala alimentar colocada na Pnad&#034;, revelou M&#225;rcia. Mas, segundo ela, a &#225;rea ainda carece de um planejamento integrado. &#034;Para isso, teria que passar por muitos minist&#233;rios, como Agricultura, Pesca, Educa&#231;&#227;o e outros&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ferramenta confi&#225;vel&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trabalhando com o tema da seguran&#231;a alimentar desde 2004, a professora Rosana Salles-Costa fez uma detalhada explana&#231;&#227;o sobre o conceito e suas dimens&#245;es e falou da validade da Escala Brasileira de Inseguran&#231;a Alimentar como uma importante ferramenta de pol&#237;tica p&#250;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com ela, a seguran&#231;a alimentar e nutricional envolve uma ideia ampla que engloba bem-estar f&#237;sico, mental e social e qualidade de vida. O conceito articula duas dimens&#245;es: a alimentar, relativa a produ&#231;&#227;o, comercializa&#231;&#227;o e consumo de alimentos; e a nutricional, que diz respeito &#224; utiliza&#231;&#227;o do alimento pelo organismo e sua rela&#231;&#227;o com a sa&#250;de.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse contexto, explicou Rosana, surge a Escala Brasileira de Inseguran&#231;a Alimentar (Ebia), adaptada da escala americana e validada para o Brasil em 2004. &#034;Trata-se de um m&#233;todo de diagn&#243;stico r&#225;pido da inseguran&#231;a alimentar e uma ferramenta importante de pol&#237;tica p&#250;blica, que tem sido refinada a cada ano de modo a se chegar a um instrumento cada vez mais confi&#225;vel do ponto de vista populacional&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo a nutr&#243;loga, a concep&#231;&#227;o que subsidia essa escala se refere mais &#224; escassez alimentar e menos ao conceito de seguran&#231;a alimentar e nutricional de forma mais ampla. &#034;A Ebia possibilita uma abordagem de inseguran&#231;a alimentar capaz de identificar situa&#231;&#245;es pr&#233;vias de priva&#231;&#227;o vividas pelas fam&#237;lias antes que se instalem quadros de desnutri&#231;&#227;o que j&#225; expressem um percurso mais cr&#244;nico de fome&#034;, explicou Rosana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A escala &#233; montada a partir das respostas a 15 perguntas sobre a percep&#231;&#227;o das fam&#237;lias acerca do consumo alimentar nos tr&#234;s meses anteriores &#224; pesquisa. &#034;As perguntas direcionam-se, fundamentalmente, para problemas de acesso ao alimento ou para dificuldades da fam&#237;lia em manter um perfil pr&#243;prio de consumo alimentar impostas por tais problemas&#034;, disse. O entrevistado &#233; sempre a pessoa respons&#225;vel pela compra dos alimentos no domic&#237;lio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro bloco de perguntas refere-se &#224; rela&#231;&#227;o entre a compra de alimentos e o dinheiro dispon&#237;vel para esse fim numa determinada fam&#237;lia. No segundo bloco avaliam-se fam&#237;lias compostas apenas de adultos, e no terceiro, fam&#237;lias com crian&#231;as e adolescentes tamb&#233;m.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para cada resposta positiva a uma pergunta atribui-se um ponto na escala. O n&#250;mero de pontos indica se a fam&#237;lia est&#225; em seguran&#231;a alimentar, em inseguran&#231;a leve, moderada ou grave. &#034;A inseguran&#231;a leve aparece quando houve preocupa&#231;&#227;o de que a comida acabasse antes que a fam&#237;lia tivesse dinheiro para comprar mais. A inseguran&#231;a &#233; moderada quando se observa o alimento j&#225; faltando em quantidade e qualidade para a fam&#237;lia, e &#233; grave quando essa falta &#233; consistente&#034;, explicou Rosana Salles-Costa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de citar alguns estudos que utilizaram a escala - a Pnad (2004/2009), do IBGE; a pesquisa das Repercuss&#245;es do Programa Bolsa-Fam&#237;lia na seguran&#231;a alimentar e nutricional das fam&#237;lias beneficiadas, do Ibase; o Relat&#243;rio Anual das Desigualdades Raciais (2007/2008) e a pesquisa sobre sa&#250;de e seguran&#231;a alimentar no munic&#237;pio do Duque de Caxias, a professora concluiu que ela &#233; um instrumento &#250;til e confi&#225;vel de an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de seguran&#231;a alimentar das fam&#237;lias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Os resultados s&#227;o bastante consistentes&#034;, disse Rosana. &#034;O uso da escala permite que voc&#234; consiga dialogar com outras dimens&#245;es como desigualdade de renda, quest&#245;es raciais, viol&#234;ncia de g&#234;nero, saneamento b&#225;sico, etc. S&#243; n&#227;o estou muito convencida dos pontos de corte. A diferen&#231;a entre inseguran&#231;a leve, moderada e grave &#233; muito sutil. Essa, para mim, &#233; a grande quest&#227;o para se pensar&#034;, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>2&#186; Encontro do Observat&#243;rio das Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro</title>
		<link>http://iets.org.br/spip.php?article453</link>
		<guid isPermaLink="true">http://iets.org.br/spip.php?article453</guid>
		<dc:date>2016-05-04T21:03:10Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Suporte Calepino</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;O Observat&#243;rio das Micro e Pequenas Empresas do Estado do RJ convida voc&#234; para seu segundo encontro dia 9/11 &#224;s 10h no Audit&#243;rio do Sebrae . Confira a programa&#231;&#227;o!&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://iets.org.br/spip.php?rubrique12" rel="directory"&gt;Eventos&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;09:00 &#224;s 10:00 - Credenciamento e caf&#233; da manh&#227;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10:00 - Breve abertura do 2&#186; Encontro do Observat&#243;rio das MPE&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10:10 &#224;s 11:00 - 1&#186; Painel: 3&#186; Estudo Estrat&#233;gico: Tema - Empreendedorismo no Estado do Rio de Janeiro: Uma An&#225;lise do Censo 2010&lt;br class='autobr' /&gt;
Apresenta&#231;&#227;o: Rudi Rocha - Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11:00 &#224;s 12:00 - 2&#186; Painel: 2&#186; Boletim Quadrimestral: Tema - Economia Criativa do Rio de Janeiro e as MPE&lt;br class='autobr' /&gt;
Apresenta&#231;&#227;o: Heliana Marinho - Gerente da &#193;rea de Economia Criativa do SEBRAE/RJ&lt;br class='autobr' /&gt;
Junior Perim - Coordenador executivo do Circo Crescer e Viver e diretor geral do Festival Internacional de Circo do Rio de Janeiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;12:00 &#224;s 13:00 - Aberto ao p&#250;blico para perguntas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;13:00 - Encerramento&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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